O que é a vida? Pergunto-te ó simplória mortal?
Para ti tem sido apenas a existência?
Quantas cores têm a tua realidade?
Quantas rédeas pôs em ti a banalidade?
Marionete viva do sistema.
Não te ofendas! Não vim para apontar problemas.
Mostrar-te-ei um caminho adjacente,
Denomine-o como queira, universo paralelo, infinito particular...
Convido-te para o meu mundo, para a minha visão.
Instaure seu próprio sistema no meu surrealismo concreto.
Tome a pílula verde e fuja dessa realidade insana, da dor, do mal, do amor, das moedas, tijolos, miragens, teorias, críticas, consumismo, colesterol e vírus.
É isso que o mundo físico tem para te oferecer? Um degrau acima, dois abaixo.
Saia desse confinamento crasso,
Não faças de teu corpo o primeiro sarcófago da tua vontade de ser!
Vem pro meu lado, que aqui no meu mundo te comprazo.
Apaixonei-me por ti e proponho-te a liberdade,
A noite as fadas saem para dançar, e dentro desse teu íntimo alguém grita pra voar.
Quero teu pseudônimo, porque ele é tua essência e tua essência é linda.
Quero te beijar em palavras, acariciar teu corpo em metáforas. Saia e viva!
Fuja daí, da trivialidade da saudade, do desconforto, da dissonância... do desperdício.
Esqueça as tarefas, os compromissos, afinal de contas a vida é bem mais que isso.
Não seja você para que encontres o teu outro eu, o lado iluminado da lua. O segundo sentido da chuva. O amor pela razão e não pelo coração.
Ouse! Experimente a incrível sensação de ver o vento, de tocar o silêncio.
Quero dar-te novas cores para a tua paleta. Criar no teu íntimo a quinta estação. Abrir teu relicário, descobrir as pérolas que ninguém sabe que tens.
Quero tomar o chá da tarde com as tuas emoções.
Chega de ser platéia, dê-me a mão e suba no palco, feche os olhos e deixe o chão de madeira se tornar um precipício.
É hora de pular, não para cair, todavia para voar.
Saia dessa cela que te prende, você é muito mais do que essa criatura mecânica que o cotidiano capitalista te fez.
Que resume a grandeza da vida em trabalho, relógio, celular, cartões, calendários, provas, exames, julgamentos e preconceitos.
Pelo menos uma vez na vida chute o balde, diga não a todos e componha o meu coro, a minha orquestra. Não para tocar, mas para reger. Tens o que procuro. Rainha para o meu castelo de pedras imaginárias, Luz para o meu túnel. Protagonista para o meu teatro. Sol para o meu jardim. Quero alguém para os meus cuidados, eu de ti, e tu de mim.
Serei lenço para as tuas lágrimas,
Baú para as tuas lástimas,
Serviçal para os teus desejos,
Tendo sono, me farei travesseiro.
Quero ser público para o teu espetáculo
Rosas, poesia e chocolate.
Venha para o meu cantinho e seja o que quiser ser.
Orquídea, bailarina, fruto de desejo.
Insuflar-te-ei para ser alvo dos meus motejos.
Quero-te para ser a dama do meu trovadorismo
Beija-me com palavras. Não palavras ditas, porém escritas.
Não assines com nome, mas com seu pseudo-nome.
Seremos criaturas etéreas, desprendidas das realidades famigeradas desse mundo hostil. Seja minha que serei teu, suba a colina, deixe os vales. Aqui o cheiro de vida é mais vivo, o sol é mais intenso, o barulho das águas cristalinas é trilha sonora. Há relva, campos, bromélias, e copos de leite. A ausência da dor, a poesia é tônica e a música, alimento. Um misto de violinos, arpas, rimas e flautas.
Monte o cenário, escolha o fundo, as flores, o som, a cor, a disposição das falas.
Diga sim, para a vida além da vida, além das horas, das semanas dos anos que metodizam e hierarquizam a tua existência, não espere morrer para renascer! Faça isso hoje, faça isso agora!
Estou a te esperar no portão,
na mão, um punhado de amoras.
Venha e traga o passaporte...
Papel e caneta, quiçá um texto que me toque.
Sentirás a flor da pele, o gosto da melancolia e do ultra-romantismo,
Tomaremos o bom vinho na taverna dos suicidas para esquecer esse mundo, partiremos sem velório, flores, choro, mas sim num adejar noturno, literário e sobrenatural.
Porém se voltar quiseres, a qualquer momento, o vôo encerres, com ponto final.
Não tente compreender, apenas leia essas palavras, para que os teus olhos, inconscientemente levem a pílula verde para dentro de ti, em algum lugar onde habita quem faço destinatário.
Izaú Melo
Para ti tem sido apenas a existência?
Quantas cores têm a tua realidade?
Quantas rédeas pôs em ti a banalidade?
Marionete viva do sistema.
Não te ofendas! Não vim para apontar problemas.
Mostrar-te-ei um caminho adjacente,
Denomine-o como queira, universo paralelo, infinito particular...
Convido-te para o meu mundo, para a minha visão.
Instaure seu próprio sistema no meu surrealismo concreto.
Tome a pílula verde e fuja dessa realidade insana, da dor, do mal, do amor, das moedas, tijolos, miragens, teorias, críticas, consumismo, colesterol e vírus.
É isso que o mundo físico tem para te oferecer? Um degrau acima, dois abaixo.
Saia desse confinamento crasso,
Não faças de teu corpo o primeiro sarcófago da tua vontade de ser!
Vem pro meu lado, que aqui no meu mundo te comprazo.
Apaixonei-me por ti e proponho-te a liberdade,
A noite as fadas saem para dançar, e dentro desse teu íntimo alguém grita pra voar.
Quero teu pseudônimo, porque ele é tua essência e tua essência é linda.
Quero te beijar em palavras, acariciar teu corpo em metáforas. Saia e viva!
Fuja daí, da trivialidade da saudade, do desconforto, da dissonância... do desperdício.
Esqueça as tarefas, os compromissos, afinal de contas a vida é bem mais que isso.
Não seja você para que encontres o teu outro eu, o lado iluminado da lua. O segundo sentido da chuva. O amor pela razão e não pelo coração.
Ouse! Experimente a incrível sensação de ver o vento, de tocar o silêncio.
Quero dar-te novas cores para a tua paleta. Criar no teu íntimo a quinta estação. Abrir teu relicário, descobrir as pérolas que ninguém sabe que tens.
Quero tomar o chá da tarde com as tuas emoções.
Chega de ser platéia, dê-me a mão e suba no palco, feche os olhos e deixe o chão de madeira se tornar um precipício.
É hora de pular, não para cair, todavia para voar.
Saia dessa cela que te prende, você é muito mais do que essa criatura mecânica que o cotidiano capitalista te fez.
Que resume a grandeza da vida em trabalho, relógio, celular, cartões, calendários, provas, exames, julgamentos e preconceitos.
Pelo menos uma vez na vida chute o balde, diga não a todos e componha o meu coro, a minha orquestra. Não para tocar, mas para reger. Tens o que procuro. Rainha para o meu castelo de pedras imaginárias, Luz para o meu túnel. Protagonista para o meu teatro. Sol para o meu jardim. Quero alguém para os meus cuidados, eu de ti, e tu de mim.
Serei lenço para as tuas lágrimas,
Baú para as tuas lástimas,
Serviçal para os teus desejos,
Tendo sono, me farei travesseiro.
Quero ser público para o teu espetáculo
Rosas, poesia e chocolate.
Venha para o meu cantinho e seja o que quiser ser.
Orquídea, bailarina, fruto de desejo.
Insuflar-te-ei para ser alvo dos meus motejos.
Quero-te para ser a dama do meu trovadorismo
Beija-me com palavras. Não palavras ditas, porém escritas.
Não assines com nome, mas com seu pseudo-nome.
Seremos criaturas etéreas, desprendidas das realidades famigeradas desse mundo hostil. Seja minha que serei teu, suba a colina, deixe os vales. Aqui o cheiro de vida é mais vivo, o sol é mais intenso, o barulho das águas cristalinas é trilha sonora. Há relva, campos, bromélias, e copos de leite. A ausência da dor, a poesia é tônica e a música, alimento. Um misto de violinos, arpas, rimas e flautas.
Monte o cenário, escolha o fundo, as flores, o som, a cor, a disposição das falas.
Diga sim, para a vida além da vida, além das horas, das semanas dos anos que metodizam e hierarquizam a tua existência, não espere morrer para renascer! Faça isso hoje, faça isso agora!
Estou a te esperar no portão,
na mão, um punhado de amoras.
Venha e traga o passaporte...
Papel e caneta, quiçá um texto que me toque.
Sentirás a flor da pele, o gosto da melancolia e do ultra-romantismo,
Tomaremos o bom vinho na taverna dos suicidas para esquecer esse mundo, partiremos sem velório, flores, choro, mas sim num adejar noturno, literário e sobrenatural.
Porém se voltar quiseres, a qualquer momento, o vôo encerres, com ponto final.
Não tente compreender, apenas leia essas palavras, para que os teus olhos, inconscientemente levem a pílula verde para dentro de ti, em algum lugar onde habita quem faço destinatário.
Izaú Melo
